sábado, 22 de outubro de 2011

Rael da Rima - Deixa eu consertar [Música Popular do 3° Mundo]



Porque você não mergulhou
No seu interior
Lá dentro tem amor
Guardado pra me dar
Sem fingir
Que tu me perdôo
Daquilo que passou
Eu sei te magoou
Mas deixa eu concertar
Pra ser feliz

Porque fico pensando em você
Se nem me liga e nem vê
Fico sonhando pra ter
Mas to moscando porque
Tu da idéia aos pipoca
Que se importa nublando
A sua mente te enchendo de idéia torta
Dizendo que eu tava ali de esquema com a menina
Se ontem eu nem sai se quer ir pra algum lugar
Imagina se eu tivesse
Neguim, o que vão falar
Tirava ate fotinha e enviava pro celular
Pra ajudar não vem um cem
Mas pra atrasar tem cem
E disso eu já sei
Por isso eu passei
Mas to lutando

Ah se eu conseguir tudo que eu pedi
Se Deus permitir vou te procurar
Pra gente sair andar por ai você me ouvir quero te mostrar
O meu lugar
Te encontrar
Pra gente rir
Do mal que passou
Pra eu não deixar de acreditar que existe o verdadeiro amor .

Porque você não mergulhou
No seu interior
Lá dentro tem amor
Guardado pra me dar
Sem fingir
Que tu me perdôo
Daquilo que passou
Eu sei te magoou
Mas deixa eu concertar
Pra ser feliz...

Rael Da Rima - O Resto Eu Vejo Depois





Quando eu me vi So nesse lugar
eu pensei, que preciso sair
pra me libertar, seja com quem for
a minha vida é cantar, nunca no mesmo lugar
seja sozinho ou a dois
o resto eu vejo depois
Mais so em pensa que eu beija seu peito sua boca sua face
tudo que eu pedi-se so você que me de-se
ae pensando Deus se esse quarto fala-se
mais que pena ja era ja era ja era nao vejo mais aquela tao bela e singela
e nem da porque?
se eu ouço a voz dela é atravez de alo, se passo pela favela é por que alguem me falo
então ja que me deixou por aqui aprendi a viver um pouco sozinho
mais o que posso fazer fia se eu gosto da boemia se a noite pra mim é dia
mais posso mudar, mais como isso é questao de tempo entao isso nem tenho muito nem curto fica de canto eu prefiro zuar
Quando eu me vi So nesse lugar
eu pensei, que preciso sair
pra me libertar, seja com quem for
a minha vida é cantar, nunca no mesmo lugar
seja sozinho ou a dois
o resto eu vejo depois
O Resto eu vejo depois talvez pode ser
que uma mina firmeza possa trombar no role
É isso deixa comigo é so seguir o sentido
e despertar ibido colar os pico florido
mais nao pera la "xá" fala, nao é assim
para mim tem que ter valor, nao é so chegar e abusar
nem forja nem fingi que nem da pra sentir o amor
Mó Fita ela nao confia mais em mim acredita
no conto das mina que pra mim foi maior zica
tava tudo claro mais a cena complica e a saudade fica
entao ja era ja era ja era
nao vejo mais aquela tao bela e singela e nem da... por que...
Quando eu me vi So nesse lugar
eu pensei, que preciso sair
pra me libertar, seja com quem for
a minha vida é cantar, nunca no mesmo lugar
seja sozinho ou a dois
o resto eu vejo depois...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Emicida - Só isso

 

Vejo alvorada no morro, fazer pá quá da vitrola
Como se eu tivesse dentro daquele samba do cartola
As carola, de camisola leva o pivete pra escola
Travessa rua na sola, interrompe quem joga bola

E quem olha só vê, tudo acontecê
Conserva a pureza de ser normal, igual ninguém mais
qué cê
As mina qué por roupa curta, rebolar no Faustão
moleque qué lagar a escola, fazer gol no Coringão

Tá tranquilo, esse estigma não afetou só a mim
Quando meu bizavô tinha dente, ele já pensava assim
Nem por isso o sonho de Luther King virou pó
Morre o homem, fica a esperança de um mundo melhor

Hoje as rima fala do espaço alterando o curso do Nilo
Eu converso com as tia na fila que o pão agora é por
kilo
Honro meu filo, como quem canta o que vive
João Nogueira na agulha sai de outro combustível

Tive inclusive pensando ao debruçar na janela
Que enquanto buscam sentido pra vida eu vivo ela
Boto boné pro lado, em protesto contra Donald Trump
Traço verso sossegado, igual os daquele som do Rump

É isso, (isso) assim mantenho meu compromisso
Minha indole não se encarde, a tarde a rima vem disso
As beleza me brinda, com a inspiração dos antigo
Tubaína no copo, a presença dos meus amigo

É só isso memo pra que vaidade na indumentária
vou crendo nisso emquanto minha presença se faz
necessaria na terra
as ideia brota dentro do busão Patativa não fez
medicina mas toco o coração
quer mais que isso fi que ve probreza discaso agonia
respeira fundo fecha o olho e solta poesia
la em casa nunca teve nemhum hometeather surround
mas não é miseria é que o bagulho la é underground

Vale a pena tá vivo, nem que seja pra dizer.
Que não vale a pena tá vivo, mas vale a pena tá vivo.
Rico nunca viu liberdade por andar sem escolta.
Cê ri pra grana, mas quantas vezes a grana sorriu de
volta?
Ainda empilha, cerca o ouro num sinal de medo.
Se fosse por merecimento ia os anel e os dedo.
Tão ligado o porquê da conta bancária tão alta.
Só tá sobrando lá, porque na de alguém tá em falta.
E o jogo vira, ninguém sabe o que pode acontecer.
Pensei que ia morrer de fome, comprei uma MPC.
Fazer os bagulho acontecer de coração.
Que nem os preto véi na antiga defendendo os cordão.
Eu não caminho em vão, vô passando uns perrê.
É aquela velha história de ver o copo meio cheio.
Agradeço a Deus por dividir o 17 com Candeia.
Na contenção eu olho, enquanto as preta passeia.
Ó que firmeza minhas riqueza embelezando a quebrada.
Eu tenho muito a perder, pra quem nunca teve nada.
O Slim no M'Boi Mirim corta os violãozin mocado.
Emicida no canto do quartim com o cadernim, calado.
Quanto tempo a gente tem não é importante.
Um dia tudo vai ter o destino do Império Ashanti.

sei que os orc faz a tristeza parecer mais forte
mas ce nasceu pra viver, ou pra esperar a morte
o sofrimento visivel da o pessimismo pros meus
mas quem escreve o roteiro num é stanley kubrick é
deus
a cota é andar com fé que num costuma falha
determinação, coragem, a força ogum é quem da
pra raciocinar sem ira, me dispersar da mentira
lembrar de cada palavra sabia da dona jacira
com os epa hei iansã que a clara entoava na antiga
no passim da formiga, pra que a cultura prossiga ó

zé keti, cartola, paulinho da viola na agulha pra eu
ficar beeem
é tipo um jackson do pandeiro somzin de verdadeiro
sentimento que quem é tem
net de gambi pra ver clipe, mp pra fazer beat, esses
bagulho ai que deixa noiz zeeem
mete na mala os disco tem que grava uns risco hoje, hé
nem lembro tambeeem

Emicida - Fica mais um pouco amor




Fica mais um pouco amor, essa noite sonhei com você foi tão bom.
(eu até queria mais) (tão bom)

odeio despedida, por isso deixei um bilhete querida
poupa o choro na partida,
sem drama dizer que ama sabe é a vida
to mais pra nuvem do que pra céu
sou dos que surge com um papel
entidade da madruga fria na cidade
no fim valeu se eu deixar saudade

O gosto de quero mais, no rosto de querubim.
No posto teu cheiro traz um outro sonho pra mim.
Nasci pra ser uma lembrança gostosa.
E fazer as pessoas querer esticar a prosa.
Até o sol nascer e se por acaso depois que eu for.
Der vontade de ouvir minha voz.
Dá play no som e canta 'A Rua é Noiz'

[Refrão]
Fica mais um pouco amor, essa noite sonhei com você foi tão bom.
(eu até queria mais) (tão bom)

Quando cê acordar sozinha não esquece
Sorria e pensa; acontece!
Pensa que ficou com o melhor de mim (é)
Tenta não pensar na ausência, sim
Me veja como um herói que as donzelas aguardam
Como um Dom Juan pra qual as virgens se guardam
e suspiram por tempos, sumiram momentos
Meu braço trouxe a paz de um colo materno
Foi só uma amostra gratis de amor eterno
Sou tipo um eclipse, tá ligada?
Se sabe o que vai rola, mais quando vê fica admirada
e diz: te amo seu cachorro
Pra depois talvez sofrer a ponto de quase pedi socorro
Um dia quem sabe é noiz coração por enquanto guarda esse refrão

[Refrão]
Fica mais um pouco amor, essa noite sonhei com você foi tão bom.
(eu até queria mais) (tão bom)

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