terça-feira, 24 de maio de 2011

Black Alien - From hell do céu



Me parece agora que eles perderam o controle
Nessa corrida de ratos, sei muito bem quem tá na pole
Se agride ou agrada
O seu lugar no grid de largada não muda nada
Sobrevoe num vôo o zôo onde você sobrevive
Observe a ordem natural das coisas em declive
Inclusive eu tive lá, e não te vi lá
Frente a frente, lado a lado
Tête-à-tête, com os mestres das marionetes
Vê se assimila
Quem orquestra, quem adestra e quem tem a chave-mestra
Quem dilata sua pupila, quem nos aniquila
From hell do céu
Quebrar barreiras, comunicação na torre de babel
Interferência na freqüência
Acordar primeiro pra realizar o sonho é a ciência

Eu disparo e paro no infinito
Reabasteço, sigo em frente, é bonito
Viajo pelo espaço e o que eu vejo eu deixo escrito
E só Jah Jah pode me dar um veredicto

Uns desistem, outros ficam, alguns desistem e ficam
Só espaço físico ocupam e indicam
A tragicomédia de quem não tem da própria existência as rédeas
Cérebros de férias, vários vagabundos festejando o fim do mundo
Enquanto isso, o cidadão comum se sente ridículo
Não encontra paz no versículo, batendo de porta em porta
Debaixo do braço um currículo, família inteira no cubículo
Depende do Ecad, depende do Green Card
Acorda cedo e dorme tarde, completando o círculo vicioso, perigoso
Que nem garimpar na reserva dos Cinta-larga
Black Alien canta a vida amarga através do Rap e do Ragga
Contra todas as pragas
Sem medo de quem, que nem um cão, morde a mão que afaga

Eu disparo e paro no infinito
Reabasteço, sigo em frente, é bonito
Viajo pelo espaço e o que eu vejo eu deixo escrito
E só Jah Jah pode me dar um veredicto

Enquanto o mundo muda pela música
Preparo poesia de aço na minha siderúrgica
Um hábito noturno inspirado em Saturno
E seus anéis em torno, não há retorno
Eu sempre estive aqui, no verbo cru que nem sashimi
A verdade virá à tona pelo parto, infarto no miocárdio
Revolução não será televisionada nem virá pelo rádio
Metal inox, instrumental e mental na jukebox
Golpe baixo, perde ponto, é que nem no boxe
Prepare a esquiva, informação real pro povo à deriva
Na terra da terra improdutiva

Black Alien - Caminhos do Destino



Mil novecentos e dois mil e quatro
Babylon by Gus - Vol. I - O Ano do Macaco
Mr. Black!

Se você me trai e vem dizer que é meu amigo
Eu corro atrás, eu instigo e investigo
Se você pensa em me passar a perna
E não tem noção do perigo
Logo mais não serei eu
Quem vai acertar as contas contigo

Verso em Niterói fumando na escuridão
Que nem no som de Celso Blues Boy na canção, então
Homenageio gente que eu admiro:
Chico Buarque, Van Gogh, Robert De Niro
Francisco França, Mauro Mateus
Nobres e plebeus que foram ao encontro de Deus
A eles que eu me refiro, acidente estúpido ou tiro
Me tiraram os amigos, neles me inspiro
Desencanto repentino
Caminhos do destino, caminhos do divino
Se liga no relato, mulato
Não queimo mais a casa para me livrar do rato
Nem de nenhum cretino
Tipo de gente que se aproxima
Pela forma da batida e da rima
Taças para o alto, mãos para cima
Meninas e meninos, é ferimento leve para firma, eu afirmo
A cara do diabo em contato imediato
Com a sola do meu sapato quando eu rimo

Se você me trai e vem dizer que é meu amigo
Eu corro atrás, eu instigo e investigo
Se você pensa em me passar a perna
E não tem noção do perigo
Logo mais não serei eu
Quem vai acertar as contas contigo

Narrador incansável, brasileiro contente
Nem melhor, nem pior, apenas diferente
Olho da serpente me protege porque enxerga na frente e
O respeito te conserva os dentes
Inimigo oculto camuflado no tumulto
Ou alguém que te chama de irmão, um insulto
Agoniza no meio da confusão que protagoniza
E não desmoraliza a previsão
Reação em cadeia, produto do meio
Veio mostrar ao que veio e a coisa ficou feia
Exemplo desse tempo, sem mané motivo fútil
Aproveito minha passagem de maneira útil
Ligo minhas antenas, não apenas
Pra me desligar de espíritos dignos de pena
O parasita que transita em cena
Baixo Gávea, Savassi, Vila Madalena
Fotogênico no meu papel higiênico
Descarga ralo abaixo com seu jogo cênico, jogo cênico

Se você me trai e vem dizer que é meu amigo
Eu corro atrás, eu instigo e investigo
Se você pensa em me passar a perna
E não tem noção do perigo
Logo mais não serei eu
Quem vai acertar as contas contigo

sábado, 14 de maio de 2011

Não Há Impossibilidades.- Karol Conká (UGB MixTape Vol.02)



Novos tempos vou botar a mão na massa
Época de inovação sem dar vez pra desgraça
Divina disposição vem com tudo me abraça
Atrasadores de lado sai da frente desembaça
Percorri trilhas parecidas com labirintos
Meio perdida eu fui julgada pelo que sinto
Aprendi a seguir o meu próprio instinto
Fechei meus ouvidos me preparo pro que vem vindo
Medos me apontam enquanto minha boca fala demais
Sou livre pra me expressar, ficar muda jamais
Mesmo com passos pequenos nunca fico pra trás
Vou lutar e fazer aquilo que me satisfaz
Me inspiro no que vivo cada dia 5
Cautelosamente driblando o perigos
Eu sei bem do que preciso, o rumo da minha história eu mesma decido

(Refrão)
Pra enriquecer a minha identidade
Pra fortalecer minha capacidade
Mais intensidade, força de vontade
Assim não haverá impossibilidades

Me foco no que é justo, não aturo precipitações
Atalhos, jogos sujos, as lamentações deixadas outro lado do muro
Pude chegar mesmo quando tava escuro
Escolhi onde vou, onde quero estar
Harmonia é vitamina e me ajuda a prosperar
Velhos costumes resolvi abandonar
Aumentei o volume da voz que querem calar
Deus que quis assim, eu vou sucumbir
Pés firmes no chão, fé pra eu seguir
Não sou o que tenho, se eu quero eu tento
Dá licença, cada coisa tem o seu tempo
Me contento apenas com o que me favorece
Com vontade, verdade, eu sei que ninguém esquece
Com disposição as coisas acontecem
Longe de estresse perto do que me fortalece...


terça-feira, 19 de abril de 2011

Karol Conká - Melhor q se faz ao vivo




Pra que tudo isso, é tanta coisa se perdendo,
julgamentos ao léu corações endurecendo, com o tempo
eu fui vendo, vivendo, e entendendo, que somos simples
criaturas em desenvolvimento, erros cometidos,

alguém
vai condenar, ninguém é compreendido, ninguém sabe
perdoar, no final somos todos reféns do próprio
sentimento, afogando as mágoas numa piscina de
lamentos,

momentos contraditórios me deixam meio
confusa, tento me adaptar, mais tem coisa que não
muda, já não sei se posso suportar, tanto
constrangimento, me fazendo enjoar, acho que é melhor
deixar pra lá, tenho que me ocupar com o que possa me
fortificar, deixa que o tempo se encarregue de
arrumar, algo que faça com que as peças possam se
encaixar...

Seja lá o que for deixa mais lá pra trás, é o melhor
que se faz, vê se é isso mesmo que te satisfaz, é só
correr atrás, se alguém errou é só não errar mais, pra
onde eu vou o certo se atrai, então vai, oha oha oha...


Egos inflados, opniões são expostas, rancor acumulado
apoiado nas próprias costas, falso sorriso é lançado
por obrigação, correndo risco de se perder na
interpretação, a junção de razões fortalece o que é
coerente, permanece o que é real e a mentira se torna
ausente, somos sujeitos anormais querendo atenção,
seres reais, criando uma conexão, o mundo gira, deixa
que ele trabalhe, a gente pira, aqui não há um que se
cale, bota na balança tudo que for de benéfico,

renove
a esperança sem sentimento sintético, siga na paz,
eleve a alma, nos momentos de aflição, o esquema é ter
calma, a vida inteira é feita pra ser feliz, abra os
olhos pro que o coração te diz!

Seja lá o que for deixa mais lá pra trás, é o melhor
que se faz, vê se é isso mesmo que te satisfaz, é só
correr atrás, se alguém errou é só não errar mais, pra
onde eu vou o certo se atrai, então vai, oha oha oha...

Flora Matos & Karol de Souza - Tem quem queira ao vivo

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